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História da Freguesia de Várzea
 
 
Párocos de Várzea de Lafões nos Séculos XX e XXI ...»
 
Várzea é uma freguesia que remonta ao séc. XI, como confirma a documentação existente sobre "Várzea de Alafões". O povoamento é anterior ao período Pré-Romano, perfeitamente identificado pelos vestígios castrejos e sinais arqueológicos de povos antiquíssimos que por aqui passaram. Os próprios nomes e topónimos dos povoados revelam-nos a sua antiguidade.
Estende-se da vila de São Pedro do Sul até aos limites com o Concelho de Vouzela, ao longo do rio Vouga. A sua área é de cerca de 6,30 Km2, sendo, por isso, uma das mais pequenas de todo o concelho, só superior a Bordonhos, São Félix e Baiões.
Não obstante, é nesta freguesia que se situa a ancestral Vila do Banho, ou Caldas de Alafões, actualmente Termas de São Pedro do Sul. As Termas, de imemorável antiguidade, foram já conhecidas e utilizadas pelos romanos e mais tarde por alguns dos nossos monarcas. D. Afonso Henriques terá sido o primeiro Rei que frequentou a Vila do Banho, por volta de Setembro de 1175, para tratamentos depois de uma queda em Badajoz. Mais tarde, e em função de ali se ter curado, mandou construir uma piscina que foi utilizada pelas suas duas filhas. Alguns séculos depois, foi D. Manuel que aqui se veio debelar de uma doença de pele. Também D. Amélia escolheu as Termas para banhos medicinais.
Quanto à origem da denominação antiga de "Banho", pensa-se que deve provir de "Balneum", nome dado pelos Romanos aos seus edifícios balneares de 2ª ordem. A Povoação do Banho cai, no entanto, em decadência após as invasões Bárbaras e a estância termal foi entregue à degradação e abandono. Apesar disso, as "Caldas de Lafões" recuperaram o seu prestígio e importância. Foi uma queda do cavalo de guerra de D. Afonso Henriques, na Batalha de Badajoz, e a necessidade de tratamentos que restituiu o esplendor das termas e a elevou ao estatuto de uma das mais importantes do País. Iniciou-se, então, um longo período de recuperação das ruínas das Caldas de Lafões. As próprias águas medicinais corriam por toda a parte abandonadas e a sua utilização resumia-se a banhos colectivos de leprosos e outros enfermos em enormes tinas de madeira cheias de águas medicinais. Da maioria dos edifícios apenas restavam montes de pedras.
A estância termal foi posteriormente frequentada por D. Dinis, D. Manuel e o Infante D. Pedro, Duque de Coimbra, e por diversos nobres portugueses. Nesta altura os aquistas fruiam gratuitamente e livremente do Banho e das suas águas, uma vez que as câmaras não tinham nelas gerência alguma. Apenas durante o reinado do Cardeal-Rei D. Henrique a administração das Caldas do Banho passou para a Câmara da vila de São Pedro do Sul. Assim, durante séculos, o Banho foi sede do antigo concelho de Lafões.
Hoje, as Termas de São Pedro do Sul são as mais importantes e procuradas do País, com uma frequência anual de mais de 20.000 aquistas.
A nível religioso, a Igreja de Várzea apresenta uma inscrição que diz ter esta sido pertença do Morgado de Bordonhos. Nos seus altares, de fraca talha, e de pouco valor arquitectónico, a imagem da padroeira, a Nossa Senhora da Expectação, parece ser a única mais-valia artística do edifício. Quanto à capelinha situada nas Termas, dedicada a S. Martinho, parece ser do tempo dos Fenícios.
No dia 21 de Maio de 1998 foi benzida por Sua Ex.cia Rev.ma o Senhor Bispo de Viseu a nova Igreja de Nossa Senhora da Saúde das Termas, infraestrutura desejada há mais de trinta anos.
Ao nível cultural, o destaque vai para o Termas Hóquei Clube (TOC) e o Clube Desportivo de Drizes que constituem marcos importantes na dinamização desportiva dos jovens varzeenses, e não só, e um incentivo à prática desportiva.
Igreja matriz
Igreja das termas