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Hino
de Lafões |
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I
São cheias de serras Todas estas terras Onde nós nascemos, Ainda assim vivemos Com o que cá temos Melhor que ninguém. Das terras que eu vi Como as daqui Oh! não há nenhuma ... Encerram, em suma Belezas mais que uma Que as outras não têm. Lafões ... |
II
Tem flores nos montes Regatos e fontes D'águas cristalinas, Formosas meninas E outras coisas finas Tudo do melhor. Tem um belo rio Onde pelo estio Vão ninfas nadar ... E a brisa e o luar Sabem murmurar Cantigas de amor! Lafões ... |
III
Tem a Boavista Que é um paraíso Um céu verdadeiro Tem o meu Outeiro Talvez o primeiro Em amenidade Tem o S. Cristóvão Que fica de fronte Ali do Olheirão ... Não é mangação Parece a mansão D'uma divindade. Lafões ... |
Lafões
É um jardim E não há no mundo Um lugar assim! |
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IV
Que largo horizonte Te engrinalda a fonte Vila de Oliveira! És como a palmeira, Olhando altaneira Por esse amplo azul! Mais além Vouzela Se esconde no Zela Púdica, modesta E em traje de festa Vai tomando a sesta S. Pedro do Sul. Lafões ... |
V
Flores pelos montes Regatos e fontes De águas cristalinas Formosas meninas E outras coisas finas Tudo do mais puro. E um belo rio Onde pelo estio Nos vamos banhar E às vezes pescar E ouvir tocar O José do Muro. Lafões ... |
VI
O José do Muro É um rapaz de truz Grande brincalhão. De banza na mão Faz a animação Da rapaziada. Se ele se vai embora Toda a gente chora E não é p'ra rir. Não se torna a ouvir Não se torna a ouvir Uma guitarrada. Lafões ... |
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